No dia 23/11/2025, foi realizada a segunda investida para reforma da via Íbis, no Pão de Açúcar.
A reforma está sendo coordenada pelo diretor técnico da FEEMERJ, Frederico Campos, em parceria com o CERJ – clube curador da via. Esta investida contou com o trabalho de Julia Trojan, Ricardo Barros e Thiago Gabriel.
Nesta etapa, foi feito o rapel até a P5 e nela foi instalada uma nova parada dupla com grampos químicos em aço inox 316 (EN 959). Em seguida, já na P6, foi também realizada a reforma da parada, igualmente com grampos químicos 316.
A antiga P5 encontrava-se em condição completamente degradada, sem possibilidade de uso seguro.
Estado da P5 antes da reforma (foto: Fred Campos).
No retorno, ao longo dos trechos entre a P6 e a P7, e da P10 até a P11, foram preparados furos para a instalação de novos grampos químicos 316. Ele foram posicionados ao lado dos grampos tipo “P” antigos, que permanecerão em uso apenas até a conclusão da reforma.
P6: presença de palheta de “ferro” na proteção antiga (foto: Fred Campos).P6: furo abandonado, proteção sem marcar de marreta (foto: Fred Campos).
Agradecemos a todos que participaram dessa investida, aos membros do GT Reforma da Íbis e ao apoio da gestão do Monumento Natural dos Morros da Urca e Pão de Açúcar, bem como do Parque Bondinho para a subida da equipe e material.
A FEEMERJ foi contactada devido à dificuldade de acesso ao Platô da Lagoa através da rua Tabatinguera. Alguns escaladores estavam tendo o acesso negado.
Por intermédio da gestora do PNM da Catacumba, Elisa de Castro, entramos em contato com a Associação de Moradores (responsável pela instalação da Guarita na entrada da rua) e o acesso foi liberado mediante identificação na Guarita – basta informar que está indo escalar.
Em caso de dúvidas ou problemas, por favor, entrem em contato com a gente.
No dia 15/11/2025 foi dado o primeiro passo na atualização completa das ancoragens da Íbis. A investida foi coordenada pelo diretor técnico da FEEMERJ, Fred Campos e contou com a participação de Julia Trojan, Adilio Santos e Ricardo Oldoni.
Os trabalhos começaram no bloco final da via, onde foi instalada uma parada dupla provisória para garantir a entrada segura no rapel e manter toda a descida encordada.
A jornada seguiu rocha abaixo:
Na P10, foram instaladas ancoragens utlizando grampos químicos Vertical Evolution 316 (10 mm).
Na P7, foi utilizado um par de Titan Climbing em titânio (8 mm) — parte das seis unidades que foram reservadas para os trechos mais importantes do projeto. O titânio foi utlizado aqui para garantir longa durabilidade, mesmo sabendo que não há qualquer indicação de SCC na Urca, nem mesmo em zonas de maior exposição a aerosol marinho.
Na saída da P8, foi instalado um grampo químico 316 onde antes a proteção era feita por um Stubai. Mais acima foi substituído um ponto antigo com solda praticamente sem penetração também por um químico 316.
Todo o trabalho foi realizado com adesivo Âncora QEP400, epóxi com homologação ETA para cargas dinâmicas — e que ainda traz o pigmento cinza-escuro que se integra bem à rocha.
Esta foi apenas a primeira de muitas idas. Cada etapa está sendo documentada para garantir transparência, rastreabilidade e segurança ao longo de toda a reforma.
Agrademos a todos que participaram dessa investida, aos membros do GT Reforma da Íbis e o apoio da gestão do Monumento Natural dos Morros da Urca e Pão de Açúcar, bem como do Parque Bondinho para a subida da equipe e material.
Algumas fotos do trabalho podem ser vistas abaixo.
Julia e Fred fazendo novos furos. (Foto: Julia Trojan)Fred Campos fazendo o furo para instalação de nova proteção. (Foto: Julia Trojan)Fred Campos limpando o furo da nova proteção. (Foto: Julia Trojan)Proteção instalada (Foto: Julia Trojan)Julia Trojan fazendo o furo para instalação de nova proteção. (Foto: Ricardo Oldoni)Fred e Julia trabalhando na instalação das proteções. (Foto: Ricardo Oldoni)
Neste artigo, Fred Campos (diretor técnico da FEEMERJ) explora os desafios e as melhores práticas relacionadas à durabilidade e segurança das ancoragens fixas na escalada em rocha, com ênfase nos riscos de corrosão e nas metodologias de mitigação. A análise aborda a resistência à corrosão e os métodos de instalação, discutindo classes de corrosão, particularidades dos ambientes costeiros e falhas associadas à corrosão. Além disso, são apresentadas recomendações para a seleção adequada de ancoragens.
O artigo destaca a importância da rastreabilidade do material, do controle de qualidade e do investimento em materiais de alta durabilidade para mitigar os riscos inerentes ao esporte.
Conclui-se sobre a necessidade de treinamento especializado nesta temática e a importância da colaboração entre federações e fabricantes para promover a sustentabilidade e a segurança nas práticas de escalada.
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A FEEMERJ e a gestão do MoNa Pão de Açúcar convidam a comunidade de boulder para uma conversa sobre a prática da modalidade dentro dos limitesdo MoNa – que incluem os principais setores de boulder da Urca.
dia: 14/11, sexta-feira
horário: 15:00
Ponto de encontro: entrada da pista Cláudio Coutinho
Ao longo destes 25 anos de existência, a FEEMERJ vem trabalhando continuamente pela manutenção e abertura de acessos, pela conscientização e aprimoramento técnico dos montanhistas, além de colaborar com os diferentes órgãos ambientais, gestores e proprietários, buscando sempre as melhores soluções para que o montanhismo continue sendo praticado de forma ética, preservando o meio ambiente e alinhado aos Princípios e Valores do Montanhismo Brasileiro.
Para marcar os 25 anos, lançamos o copo comemorativo: ao adquiri-lo, você também está contribuindo para este trabalho.