Femerj e Acceso PanAm negociam liberação de acesso aos Morros do Leme e o Urubu

Femerj e Acceso PanAm negociam liberação de acesso aos Morros do Leme e o Urubu
Imagem: Guia de Escaladas da Zona Sul e Ilhas Costeiras do Rio de Janeiro

As escaladas do Morro do Leme e Morro do Urubu, cujo acesso se dá pelas premissas do Centro de Estudos de Pessoal – Forte Duque de Caxias, foram proibidas e já liberadas pelo comando do Forte. São 12 vias de escalada no Morro do Leme e 06 vias no Morro do Urubu. As escaladas eram permitidas até fevereiro, quando houve a troca de Comando do Forte, através de agendamento prévio e apresentação de documento, com assinatura de termo de conhecimento de risco, na recepção do Forte. O novo comandante suspendeu as escaladas pelo fato de pessoas, não autorizadas, invadirem a área militar.

A Femerj, em parceria com o Acceso PanAm, iniciou as conversas com o comando do Forte e participou de uma reunião com o Major Murillo Jr. da Comunicação Social do CEP e Marcelo de Barros Andrade, Gestor do Parque Natural Municipal Paisagem Carioca no dia 10 de maio de 2018. As conversas avançaram e a Femerj enviou o Oficio 2018/37 formalizando a solicitação de uma regulamentação formal que permita novamente os escaladores civis a acessarem e escalarem essas vias.
Em resposta, o Comando do Forte liberou as escaladas seguindo o regulamento abaixo. A Femerj e o Acceso PanAm agradecem o Comando pela flexibilidade e seguem com as conversas para que o regulamento possa ser mais abrangente e condizente com uma escalada em área urbana.
Agradecemos a: Emerson Gaier, Leandro C. Arantes e a todos que apoiaram nos trâmites de negociação.

Manifesto sobre Ética, Estilo e Agarras Escavadas

No dia 05 de maio de 2018, durante o Rio nas Montanhas, a Femerj divulgou o manifesto Sobre Ética, Estilo e Agarras Escavadas. Baixe o manifesto aqui: Femerj ETICA-2018.01. Veja o vídeo no final da página.

Agradecemos a Ana Fucs, Mariane Azeredo, Guto Pimenta e Sérgio Rozencwaig (Bula), pela escalada, edição e imagens e coordenação do filme (respectivamente).

SOBRE ÉTICA, ESTILO E AGARRAS ESCAVADAS

Cada pedaço de rocha é parte da história do planeta e também uma testemunha fundamental da evolução de nosso esporte: de faces de montanha a problemas de boulders, a história da escalada está intimamente relacionada às rochas e às montanhas.

Quando olhamos para trás, vemos que lances outrora considerados “impossíveis”, agora são regularmente escalados, se tornando um testemunho da capacidade de superação humana e a semente necessária para o crescimento e desenvolvimento do esporte.

Atualmente vemos a lamentável atitude de esculpir agarras em vias de escaladas no Rio de Janeiro, como no Ás de Espada, Italianos, Coringa e Stopida (Pão de Açúcar) e no K2 (Corcovado). Esse ato, independentemente da motivação, é totalmente inaceitável e constitui-se em egocêntrico, imediatista e limitante.

Quando se busca um atalho, como cavar ou esculpir agarras, o dano não é apenas àquela via e àquela rocha, e sim ao futuro e à evolução do esporte. Uma rocha com agarras cavadas se torna imediatamente um cristal trincado. Não há volta. Cavar agarras é uma violência contra a natureza, contra o estilo, contra o montanhismo e contra a escalada.

Escale muito, treine forte, divirta-se e lembre-se: o futuro está literalmente em nossas mãos. Algumas rochas podem parecer “inescaláveis”.

E talvez realmente assim sejam.

Pelo menos, por enquanto.

 

Veja o filme:

Sobre ética estilo e agarras escavadas from FEMERJ on Vimeo.

 

FEMERJ INFORMA

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ALERTA!! 

Atenção Escaladores!

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Observem o risco de haver pedras soltas na via e a queda da laca pode ter comprometido a integridade de alguma proteção abaixo, na via dos Italianos e vias próximas como: Ninguém Viu que a Via Havia, Cisco Kid e Artéria da Alucinação.  Ler mais

Femerj publica documento sobre Boas Práticas de Sinalização em Trilha

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crescimento da visitação em áreas naturais incrementou as demandas de manejo em trilhas, incluindo as iniciativas de sinalização. A sinalização de trilhas é um importante instrumento de manejo da visitação que pode ter impactos positivos e negativos na experiência dos visitantes. Para contribuir com essa reflexão e orientar futuras ações de sinalização, a Femerj publicou um documento de Boas Práticas para Sinalização em Trilhas. Ler mais