ALERTA: Chaminé Stop (Pão de Açúcar, Rio de Janeiro)

ALERTA: Chaminé Stop (Pão de Açúcar, Rio de Janeiro)

Recomendamos atenção ao escalar a via devido a presença de ninho de urubus no salão azul, embaixo do lance de tesoura.

Procurem evitar a repetição da via até a penúltima semana de setembro, pois o período de incubação e cuidado parental pode se estender por cerca de 50 dias.

Federação dos Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro, 18.08.2025

Classificação de Trilhas: revisão do documento FEMERJ Nº STE-2015/01

Classificação de Trilhas: revisão do documento FEMERJ Nº STE-2015/01

A FEEMERJ estabeleceu um grupo de trabalho composto por representantes dos clubes de montanhismo filiados, para revisar e validar a classificação das trilhas do Estado do Rio de Janeiro.

No 2º semestre de 2025 será publicado um catálogo digital com a relação das principais trilhas do Estado e sua classificação homologada.

Esse catálogo será continuamente atualizado, visando ser um inventário das trilhas do Rio de Janeiro e respectiva classificação homologada.

Para mais informações entre em contato com a nossa diretoria técnica: tecnica@feemerj.org

Manutenção na “Escadinha de Jacó”

Manutenção na “Escadinha de Jacó”

No dia 05 de julho de 2025, A FEEMERJ esteve novamente no acesso alternativo ao Costão do Pão de Açúcar para mais uma intervenção de preservação.

O local já acumulava 5 furos corroídos e um sexto grampo já em processo de degradação — então, a sétima reforma no mesmo ponto deveria ser mais eficaz e duradoura

A antiga proteção foi substituída por um novo grampo de titânio, pensado para durar um século, mesmo sob alta corrosão por maresia e longa permanência de umidade neste ponto da via.

Essa ação seguiu as diretrizes do documento Ancoragens seguras que duram um século!

Após a remoção do grampo corroído, aplicamos o adesivo vinil éster Walsywa WQI 44 para preencher os furos anteriores e restaurar visualmente o local.

Reforma na via normal do Garrafão (PARNASO)

Reforma na via normal do Garrafão (PARNASO)

Nos dias 28 e 29 de junho, foi realizada manutenção da via normal do Garrafão.

O principal objetivo desta intervenção foi possibilitar a ascensão pelo cabo de aço utilizando como segurança os procedimentos convencionais da escalada em rocha, com o uso de corda e costuras nas proteções fixas.

Para que isso pudesse ser realizado, foram instaladas 10 proteções fixas na rocha, seguindo o caminho do cabo.

Em detalhes, as seguintes intervenções foram realizadas:

  • Rapel da Grutinha

Foi removida uma chapa de aço carbono que não permitia rapel e instalada uma chapa Bonier modelo PinGo. Aproveitou-se o grampo tipo P já existente para configurar uma parada dupla (fig. 1).

Figura 1: Arthur Estevez instalando a chapa PinGo na Grutinha. Foto: Ernane Wermelinger
  • Rapel do Cabo

Duas chapas Bonier modelo simPles foram substituídas por chapas modelo duPla. Um dos chumbadores foi reaproveitado e o outro reposicionado para melhor alinhamento da parada. A cerca de 20 metros de altura, foi instalado um ponto de rapel com uma chapa PinGo e uma duPla.

  • Trecho da Rolha

Após o trecho de trepa-pedra, por uma canaleta, onde havia um grampo tipo P, foi estabelecida a P1 com uma chapa duPla e uma PinGo. 

No trecho seguinte, que anteriormente contava com uma corda fixa preta amarrada a uma árvore, foram instaladas três chapas PinGo, garantindo uma progressão mais limpa e segura (fig. 2).

Figura 2: PinGo instalada

Na sequência, foi criada a P2, utilizando uma duPla e reaproveitando um grampo P existente. A P3 também foi duplicada com a instalação de uma chapa duPla adicional (fig. 3).

Figura 3: P3 duplicada

 

  • Subida pelo Cabo

Foram instaladas 10 chapas PinGo ao lado do cabo de aço, oferecendo proteção contínua e segura durante a ascensão com técnicas convencionais de escalada.

A FEEMERJ apoiou a reforma através do FIM-TE (Fundo de Incentivo ao Manejo de Trilhas e vias de Escalada), com material e suporte técnico.

O trabalho foi voluntariamente executado por Arthur Estevez (Abrigo Cumes e ABGM) e Ernane Wermelinger (Tufo), representando o Centro Excursionista Brasileiro.

A FEEMERJ agradece, em nome de toda comunidade, imensamente o trabalho realizado pelos dois pela conservação de mais uma via.

Agradecemos também ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos pelo apoio de sempre!

Trecho da aproximação ao Garrafão (Foto: Arthur Estevez e Ernane Wermelinger)

Como podemos deixar nossas vias de escalada mais seguras e PRESERVAR a rocha?

Como podemos deixar nossas vias de escalada mais seguras e PRESERVAR a rocha?

Conheça o FIM-TE e saiba como ajudar

PARTICIPE DA CONSTRUÇÃO DE UM LEGADO SEGURO!

As vias de escalada são parte do patrimônio coletivo da nossa comunidade.

Foram abertas com coragem e dedicação, mas muitas ainda contam com proteções antigas de aço carbono, instaladas nas décadas passadas — hoje, algumas gravemente comprometidas pela corrosão, especialmente no clima agressivo do Rio. Outras apresentam deficiências de instalação ou de método, o que também compromete a segurança.

O MOMENTO DE AGIR É AGORA!

A FEEMERJ mantém o FIM-TE: um programa pioneiro que busca auxiliar tecnicamente nossa comunidade com o que há de mais moderno e seguro tanto em relação às trilhas como vias de escalada.

O FIM-TE fornece tanto suporte técnico quanto material.

Porém, o fornecimento de material tem custos e, considerando que sabíamos no passado muito pouco sobre a longevidade e segurança de nossas proteções fixas, chegamos em um momento crucial: nossas vias precisam passar por reformas e tornarem-se mais seguras e longevas.

Com isso, a demanda por conhecimento técnico e material vem crescendo continuamente e a FEEMERJ conta com nossa comunidade para viabilizar essas reformas e garantir um século de vias seguras e preservadas para nós e para as próximas gerações.

Abrimos uma vaquinha para receber as contribuições — todo valor é bem-vindo.

A primeira via da lista é a Íbis, localizada no Pão de Açúcar — as especificações dessa reforma estarão disponíveis em nosso site, em breve.

 

As doações podem ser feitas via PIX:

Chave PIX: 04.138.795/0001-50

 

 

Solicitamos que os comprovantes sejam enviados para: tecnica@feemerj.org

O risco da escalada deve estar na arte do movimento — nunca na falha de uma proteção fixa.

Se você escala, já escalou, ou quer que futuras gerações escalem com segurança: essa reforma também é sua.

Contamos com você!

 

 

 

Nota sobre o acidente de Juliana Marins

Nota sobre o acidente de Juliana Marins

Rio de Janeiro, 27 de junho de 2025

Nota da Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro (FEEMERJ) sobre o acidente sofrido por Juliana Marins no vulcão Rinjani, Indonésia

Desde o último final de semana a FEEMERJ vem recebendo inúmeros contatos de diferentes veículos de comunicação com muitas dúvidas sobre segurança e resgate em atividades de montanha, em decorrência do triste acidente de Juliana Marins.

Recebemos com grande tristeza a notícia de seu falecimento e gostaríamos de enviar os nossos mais sinceros sentimentos à família e amigos de Juliana Marins.

O objetivo desta nota não é apontar culpados e tão pouco analisar os pormenores do acidente de Juliana – não temos informações suficientes e precisas sobre tudo o que ocasionou o acidente e todos os desdobramentos posteriores. Procuramos aqui esclarecer as dúvidas e questionamentos de uma forma geral, que nos foram enviados referentes à prática de montanhismo, sem nenhuma referência específica ao acidente em questão.

O montanhismo é um esporte, que abrange caminhada em trilhas e vias de escalada em suas diferentes modalidades e atividades correlatas. No Brasil, o montanhismo conta com milhares de praticantes, que comumente viajam para praticá-lo em outros países.

Quando se fala na prática do montanhismo, assim como em outros esportes praticados na natureza, é importante ter consciência que esses envolvem perigos e riscos inerentes aos ambientes naturais, sendo necessário se preparar para mitigar e gerenciar tais riscos.

Alguns perigos de esportes e atividades recreativas em ambientes naturais incluem: animais peçonhentos, queda de pedras, tombos em terrenos acidentados e escorregadios, queda de árvores e galhos, raios, variações climáticas bruscas, entre outros.

Diversos acidentes são possíveis em ambientes naturais podendo gerar: escoriações, entorses, fraturas, hipotermia, insolação, hemorragias, desidratação, afogamento e reações alérgicas. O tipo e a gravidade desses acidentes podem levar a traumas permanentes ou morte.

Em áreas naturais a comunicação e o transporte são difíceis. Salvamentos, resgates e cuidados médicos imediatos podem ter atrasos significativos.

Nesse contexto, é fundamental que o montanhista esteja preparado para avaliar os riscos e lidar com situações de emergências. Para isso é fundamental procurar se qualificar continuamente, e ir acumulando experiências de forma gradual, em termos de dificuldade técnica, esforço físico, exposição ao risco e de complexidade do ambiente. Dessa forma, o montanhista pode ir conhecendo seus limites (técnico, físico e psicológico) frente aos desafios naturais que cada local apresenta.

A FEEMERJ reafirma seu compromisso com o montanhismo seguro, consciente e responsável. Seguiremos orientando os montanhistas, clubes e guias, incentivando o preparo contínuo, o planejamento adequado e o respeito aos limites individuais e ambientais. 

Também reforçamos a importância de buscar informações em fontes confiáveis, como os clubes de montanhismo, federações estaduais, ABGM (Associação Brasileira de Guias de Montanha), CBME (Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada) e UIAA (União Internacional das Associações de Alpinismo).