Reforma na via normal do Garrafão (PARNASO)

Reforma na via normal do Garrafão (PARNASO)

Nos dias 28 e 29 de junho, foi realizada manutenção da via normal do Garrafão.

O principal objetivo desta intervenção foi possibilitar a ascensão pelo cabo de aço utilizando como segurança os procedimentos convencionais da escalada em rocha, com o uso de corda e costuras nas proteções fixas.

Para que isso pudesse ser realizado, foram instaladas 10 proteções fixas na rocha, seguindo o caminho do cabo.

Em detalhes, as seguintes intervenções foram realizadas:

  • Rapel da Grutinha

Foi removida uma chapa de aço carbono que não permitia rapel e instalada uma chapa Bonier modelo PinGo. Aproveitou-se o grampo tipo P já existente para configurar uma parada dupla (fig. 1).

Figura 1: Arthur Estevez instalando a chapa PinGo na Grutinha. Foto: Ernane Wermelinger
  • Rapel do Cabo

Duas chapas Bonier modelo simPles foram substituídas por chapas modelo duPla. Um dos chumbadores foi reaproveitado e o outro reposicionado para melhor alinhamento da parada. A cerca de 20 metros de altura, foi instalado um ponto de rapel com uma chapa PinGo e uma duPla.

  • Trecho da Rolha

Após o trecho de trepa-pedra, por uma canaleta, onde havia um grampo tipo P, foi estabelecida a P1 com uma chapa duPla e uma PinGo. 

No trecho seguinte, que anteriormente contava com uma corda fixa preta amarrada a uma árvore, foram instaladas três chapas PinGo, garantindo uma progressão mais limpa e segura (fig. 2).

Figura 2: PinGo instalada

Na sequência, foi criada a P2, utilizando uma duPla e reaproveitando um grampo P existente. A P3 também foi duplicada com a instalação de uma chapa duPla adicional (fig. 3).

Figura 3: P3 duplicada

 

  • Subida pelo Cabo

Foram instaladas 10 chapas PinGo ao lado do cabo de aço, oferecendo proteção contínua e segura durante a ascensão com técnicas convencionais de escalada.

A FEEMERJ apoiou a reforma através do FIM-TE (Fundo de Incentivo ao Manejo de Trilhas e vias de Escalada), com material e suporte técnico.

O trabalho foi voluntariamente executado por Arthur Estevez (Abrigo Cumes e ABGM) e Ernane Wermelinger (Tufo), representando o Centro Excursionista Brasileiro.

A FEEMERJ agradece, em nome de toda comunidade, imensamente o trabalho realizado pelos dois pela conservação de mais uma via.

Agradecemos também ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos pelo apoio de sempre!

Trecho da aproximação ao Garrafão (Foto: Arthur Estevez e Ernane Wermelinger)

Informe via Íbis (Pão de Açúcar, Rio de Janeiro)

Informe via Íbis (Pão de Açúcar, Rio de Janeiro)

A Diretoria Técnica da FEEMERJ, em parceria com o CERJ — clube curador da via — e com o especial apoio de voluntários, concluiu uma etapa fundamental do plano de reforma: a especificação Técnica.

Ela reúne o histórico da via, a base teórica sobre corrosão ambiental (ISO 9223) e um plano de ação com durabilidade alvo de até 100 anos, aplicando o conhecimento da Comissão de Segurança da UIAA e os critérios da norma UIAA 123 e EN 959 para ancoragens fixas.

O documento estará em breve disponível em nossa biblioteca.

Ainda como parte desta primeira etapa, no dia 14/06, na Urca, foi realizado o primeiro de uma série de treinamentos com voluntários, que atuarão nas próximas fases da reforma.

Se quiser ajudar como voluntário, envie um email com um breve histórico de sua experiência na área para:

tecnica@feemerj.org

Para contribuir financeiramente com a compra de material, faça uma doação para o FIM-TE:

chave PIX:
04.138.795/0001-50

Pedimos o favor de enviar o comprovante por email: tecnica@feemerj.org para seu reconhecimento como apoiador.

Reunião sobre as Diretrizes de Mínimo Impacto para o MoNa Cagarras

Reunião sobre as Diretrizes de Mínimo Impacto para o MoNa Cagarras

 

O estabelecimento de Diretrizes de Mínimo Impacto se constitui em uma poderosa estratégia de manejo da visitação em áreas naturais ao permitir comunicar aos visitantes sobre as melhores práticas e condutas em determinados locais, de forma a reduzir os impactos da visitação e contribuir para a conservação do ambiente natural.

A FEEMERJ se utiliza dessa estratégia para o manejo das atividades de montanhismo (caminhada, escalada e atividades correlatas) em áreas naturais com visitação moderada à intensa ou em áreas protegidas (como as Unidades de Conservação) que demandam um melhor manejo dessa atividade.

Todavia, a FEEMERJ entende que esta estratégia alcança melhores resultados quando realizada de forma participativa, com espaço para a colaboração da comunidade de montanhistas e outros atores interessados, de maneira a criar Diretrizes pactuadas entre os diferentes atores.

A FEEMERJ estabeleceu um procedimento para elaboração das Diretrizes de Mínimo Impacto que consiste em algumas etapas: o primeiro esboço do documento é elaborado por um Grupo de Trabalho específico (GT). O documento base elaborado pelo GT é enviado para apreciação do Conselho Técnico da Federação. O Conselho Técnico é uma instância dedicada a assuntos técnicos como proteções fixas, manejo de trilhas entre tantos outros que compõem o montanhismo. Este Conselho é composto por representantes das entidades filiadas, além de montanhistas convidados devido a sua experiência e/ou sua expertise em algum conhecimento específico.

Após apreciação do Conselho Técnico, o documento é então apresentado para receber a contribuição da comunidade montanhista em um Seminário ou Reunião específica. Nessa reunião são registradas as contribuições e encaminhamentos sugeridos.

No dia 07 de abril de 2025, a FEEMERJ fará a apresentação da proposta de Diretrizes de Mínimo Impacto para o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras à comunidade.

Nesta oportunidade todos os presentes poderão conhecer a proposta, tirar dúvidas e fazer sua contribuição. Esperamos vocês lá!

Data: 07 de abril de 2025

Hora: 19:00

Local: CEC – Hilário de Gouveia, 71, apt. 206,

Copacabana, Rio de Janeiro

 

Ninho na via Calis, Cantagalo, Rio de Janeiro

Ninho na via Calis, Cantagalo, Rio de Janeiro

Foi identificada a presença de um ninho de Falcão Peregrino na segunda enfiada da via Cális, Cantagalo.

O falcão peregrino é uma espécie migratória que passa seu período de reprodução pelo Brasil.

Para garantir a tranquilidade durante a permanência das aves no local, recomendamos que a via seja evitada até ABRIL.

Ressaltamos que as aves costumam ficar agitadas e algumas vezes apresentar comportamento agressivo devido à presença de pessoas nas proximidades dos ninhos.

Jamais toque nas aves, nos ninhos ou seus filhotes – toda fauna silvestre é protegida por lei.

Agradecemos a colaboração de todos!

Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2025,

Federação de Esportes  de Montanha do Estado do Rio de Janeiro

Fotografias de: Allan Muller